"A Avenida Almirante Reis tem tudo que um repórter angolano em Lisboa precisa: pensões e restaurantes a preço camarada, casas de câmbio e internet barata.
Contígua à Almirante Reis está a Rua de Angola, espaço aprazível, com restaurantes, cafés e livrarias. Tem também imponentes casarões, símbolos da rica arquitectura colonial portuguesa.
Ao lado, pedreiros angolanos trabalham na reforma de um prédio centenário, provavelmente construído com dinheiro de antigos barões do café da então colónia de Angola.Num dos restaurantes, uma menina loirinha desperta à minha atenção com afectuoso beijo no rosto. Pouco depois, um canto harmonioso e melancólico penetra de mansinho no espaço.
São os pedreiros a cantar Muxima, canção popular angolana eternizada pelo N'gola Ritmos. Com isso, silenciam dois cabo-verdianos e um brasileiro, que falavam animadamente de Filipe Mukenga e Teta Lando, dois talentos da música angolana.
Assim, germinava um pedaço da alma da gente na Rua de Angola, via contígua à Almirante Reis, uma graciosa avenida da baixa lisboeta."
Thursday, January 17, 2008
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