Thursday, January 17, 2008

Portadores de deficiência, comunicação social e inclusão social

Angola tem das mais altas taxas de deficientes físicos no mundo. Calcula-se que a percentagem de portadores de deficiência seja superior a 15 por cento da população, principalmente devido à guerra que dilacerou o país.Daí a necessidade de o Estado adoptar políticas que permitam atenuar os actuais índices de exclusão social dos portadores de deficiência física. Afinal, não é possível obter ganhos de estabilidade social, com um elevado número de excluídos. E de instabilidade, convenhamos, estamos conversados. Aliás, a história recente do país fala por si.A tarefa de sensibilização da sociedade sobre esta pro-blemática deve ter como um dos principais actores a comunicação social, devido à sua capacidade de influenciar decisões e comportamentos.A execução de políticas e acções práticas capazes de gerar um envolvimento sistemático dos principais órgãos de soberania é uma necessidade urgente. Neste capítulo, a comunicação social deve ter uma atitude que leve o Estado a eleger o estabelecimento de políticas viáveis de inclusão social dos portadores de deficiência como uma questão de segurança nacional, de garantia de estabilidade.Contudo, é preciso levantar adequadamente esta pro-blemática, que tem um elevado pendor humanitário e de cidadania, de modo a não ser utilizada por grupos interessados, apenas, em obter de dividendos políticos e económicos.Apenas uma acção concertada e consequente do Estado poderia desestimular acções perniciosas junto deste segmento da população que, devido à sua vulnerabilidade, pode facilmente ser instigado à prática de actos de insubordinação social.Por outro lado, afigura-se como necessidade primária a aprovação de leis que estimulem a diminuição progressiva das chamadas barreiras arquitectónicas e urbanísticas, que são autênticos inibidores do direito de livre circulação dos portadores de deficiência.Assim, seria possível fazer com que os actuais projectos de reabilitação e construção de infra-estruturas, escolas, hospitais e de novas urba-nizações, tivessem como parâmetros de construção a observância de regras que atenuassem as chamadas barreiras arquitectónicas e urbanísticas.

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